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Conversas literárias: O amor e suas vicissitudes

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... "não nos contentamos em viver: precisamos saber o que somos, necessitamos comprendê-lo para dizer ao outro ou para nós mesmos, aquilo em que nos vamos tornando". Essa citação que consta no resumo do artigo Há um mundo que se quebra quando eu falo, da profª Drª Ângela Beatriz, enfatiza bem a necessidade de caracterização da consciência da personagem. Para o autor poder traçar um caminho, uma narrativa, não só para os pensamentos mas também para as ações das personagens que constam no enredo, tem de saber como o 'sistema' psicológico funciona.

Optamos pelos artigos: Há um mundo que se quebra quando eu falo, Entre o Amor e o Desejo, Considerações sobre os afetos na obra de Sigmund Freud e de Jacques Lacan: a angústia. Esses artigos contém uma incessante permuta de ideias, todavia não as faz circular a esmo, senão a partir de uma questão em comum:  a lógica  e as vicissitudes do amor.

A profª Drª Ângela Beatriz analisa o tema no romance 'O Silêncio', da escritora portuguesa Teolinda Gersão, no artigo Há um mundo que se quebra quando eu falo. Em Entre o amor e o desejoLídia Bantim interpreta dois poemas de Almeida Garrett à luz da psicanálise freudiana e da mitologia greco/romana. E e a professora de letras e psicanalista Drª Nadiá Paulo Ferreira contrapõe a obra de Lacan e Freud no que dizem sobre afetos e outras dualidades em seu artigo Considerações sobre os afetos na obra de Sigmund Freud e de Jacques Lacan: a angústia.

O desmiuçar da construção da subjetividade dos personagens elaborado por especialistas dá a nós, escritores, uma verdadeira lição dos pontos importantes na (re)construção das nossas personagens e de como torná-las críveis e verossímeis. 

Abaixo, segue os links para os artigos,
ótima leitura!
Coordenação: Iracy de Souza
Texto: Wellington Souza

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Ângela Beatriz de Carvalho Faria
Resumo
Encontrar-se existindo no mundo em permanente diálogo consigo mesmo e com os outros é um dos temas recorrentes na ficção portuguesa contemporânea de autoria feminina, que assinala a construção da subjetividade. A tensão entre existência e linguagem torna-se representativa dos problemas metafísicos inerentes à condição humana, uma vez que “não nos contentamos em viver: precisamos saber o que somos, necessitamos comprendê-lo para dizer ao outro ou para nós mesmos, aquilo em que nos vamos tornando”. Em O Silêncio, de Teolinda Gersão, a inexistência do amor entre um homem e uma mulher resulta da separação das consciências, do cruzamento de dois mundos que não se tocam e da impossibilidade da fala.

Palavra-chave
O Silêncio – Teolinda Gersão - Representações contemporâneas da subjetividade- Ficção Portuguesa Contemporânea – Século XX – Autoria Feminina

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por Lídia Bantim
Trecho
Este trabalho interpreta dois poemas de Almeida Garrett, buscando um viés com a psicanálise e a mitologia, a fim de entender o conflito vivido pelo sujeito romântico, cindido entre o amor e o desejo.

Falar sobre o amor não é uma tarefa simples, visto que esse substantivo pode designar uma pluralidade de sentimentos distintos, tanto em relação ao seu objeto como à sua finalidade, que vai do desejo sexual ao místico.

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Nadiá Paulo Ferreira
Resumo
O objetivo desse texto é repensar os pares opositivos afetividade X racionalidade, interioridade X exterioridade e subjetividade X objetividade a partir da obra de Sigmund Freud e do ensino de Jacques Lacan, dando destaque à angústia, em função de minha pesquisa sobre a obra de Gregório de Matos e Guerra e Nelson Rodrigues.
Palavras-chave: Incorporação. Expulsão. Recalque. Denegação. Angústia.

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Um comentário:

  1. A gente precisa dedicar-se mais às leituras e integrar-se com os mestres literários, buscando apreender as experiências, os sonhos e a diversidade de pensamentos que povoam nossos dias... Parabéns para Benfazeja Comunidade Literária.

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