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Poema,  por André Al. Braga.

Pareciam séculos que estávamos separados
A sede do reencontro era muita
Muita mesmo



Quando entrei, lá estava ela
Linda, minha, parada e só
Só com as outras iguais, mas só

Aproximei-me tímido
Estiquei a mão e toquei-a
Toquei-a como há tempos não a tocava
E senti-a suada, amargamente leve e fria
Como sempre foi comigo

Puxei-a para perto da minha boca
Com minha mão firme
Já pronto para recebê-la
Com um beijo doce de boas voltas
Para alguém que há tempos não via
Mas que estava presente em meu presente
Por todo o presente que me cercava

Corpo denso, dourado
Cabelos lindos e prateados
Suaves
E meus

Nossos corpos se misturaram
Tão perfeitamente que
Tornaram-se um

O retorno do seu gosto em mim
Fez-me homem feliz
Novamente

:Nunca fui aquele cara longe, só
Triste e insosso
Que fui enquanto ela esteve ausente.

Hoje ela me fez
Sentir-me
E ser
Alguém novamente


*
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Créditos da imagem:
Sabes bem, tudo gira a tua volta..., por ®icardo @lves Conde

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