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"Numa noite fria, jovem pede abrigo em uma casa de religiosos. Durante a noite, pesadelos macabros e rituais satânicos apavoram a moça, e ela não sabe mais o que é sonho e o que é realidade."

Curta-Metragem de terror. Direção e roteiro de Giselle Jacques. Prêmio de Melhor Vídeo Ficção pelo Juri Popular do XII Gramado Cine Vídeo 2004.



Elenco Principal:

Débora Geremia, Cassiano Ranzolin, Jennifer Barcelos, Morgana Kretzmann




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Os Filmes B , por Giselle Jacques

Nas primeiras décadas do século XX, o cinema ganhou incrível força como mídia de consumo na indústria do entretenimento. As sessões de cinema lotavam e os grandes estúdios nasciam ancorados na necessidade do público por diversão. Tornou-se muito comum – até regra, na época – a exibição de sessões duplas, com dois filmes do mesmo gênero passando consecutivamente. O primeiro era sempre um file caro, nos melhores padrões disponíveis. O segundo, não tinha essa obrigação e, comumente, era tratado por Filme B, como o Lado B de um disco de vinil.

Com o tempo e o aumento da produção em massa de “filmes secundários” para tais sessões, passou-se a definir o Filme B como aquele de baixo orçamento, produção rápida e atores do segundo escalão. Os grandes estúdios tinham núcleos próprios para esses filmes, enquanto que muitas produtoras pequenas especializaram-se nesse tipo de produto. Esses estúdios menores eram conhecidos como Poverty Row (Cinturão de Pobreza), e quase todos estavam localizados na região de Hollywood chamada Gower Street. Segundo consta, um estúdio de segunda classe produzia um faroeste de uma hora em apenas dois dias e meio, gastando somente oito mil dólares. (fonte: Wikipédia)

Depois dos anos 1950, com o encerramento da Era de Ouro de Hollywood e o fechamento dos grandes estúdios, os cinemas foram se extinguindo e a indústria das produções de baixo orçamento também morreu. Contudo, uma legião de ávidos fãs não deixou desaparecer o Filme B, que passou a ser considerado cult e medido por sua criatividade e inventismo, já que não dispõe de recursos visuais e dos efeitos marcantes das superproduções. Mesmo inferiores em qualidade, muitos deles tornam-se recordes de bilheteria, principalmente quando versam sobre horror e ficção científica (os mais populares dos Filmes B).

Caracterizados pelo grande apelo junto ao público e pela viabilidade comercial, os Filmes B irromperam pela segunda metade do século XX e chegaram até aqui. Com a mesma força dos clássicos de Boris Karlof e Vincent Price, trouxeram às telas algumas das primeiras criações de gente (hoje) muito famosa. Para citar alguns: Francis Ford Coppola, Martin Scorcese e James Cameron. Quem não assistiu Piranhas, A Bolha ou O Ataque dos Vermes Malditos?

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