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Violinos Vermelhos - Marielsa Klatter Braga


Prefácio

Violinos Vermelhos, o título surge de uma paixão pelo instrumento e pela música. O livro delineia sutilmente algumas preocupações a respeito do ser humano, “Homo homini lupus”, Hobbes tinha razão ao dizer que o homem é o lobo do homem e que não possui instin¬to social. Os valores humanos vêm gradativamente sendo corrom¬pidos, deixados de lado por atitudes cada vez mais egocêntricas. Polêmicas a parte, quanto à existência de Adão e Eva e ao próprio pecado, parábola ou não, talvez a origem da imperfeição humana estivesse em Gênesis, ao comerem o fruto da árvore do conheci¬mento e do bem e do mal. Fragilmente aventuro-me a falar sobre alguns assuntos como existencialismo, a mente humana e a alma. Descompromissadamente pincelei algumas visões pessoais sobre o comportamento do ser humano, como também da problemática de alguns Hospitais Psiquiátricos. Nesse sentido, contei com a obser¬vação de doentes, como visita a um parente não consanguíneo, “In memorian” que foi paciente, a outros pacientes de um Hospital local e ao Instituto Psiquiátrico Forense. Importante frisar que es¬sas observações se passaram anos antes da data em que se passa a história da internação de Benjamim. Embora sendo uma história fictícia aborda o abandono na velhice; a alienação; as relações hu¬manas; a violação de direitos como um direito fragmentado, como o desrespeito aos Direitos Humanos e a Inércia do Poder Público. Problemas bem atuais. Contei também com alguns debates com a psicóloga Aline Cleto Nascimento, da Universidade, Flórida Atlan¬tic University (F.A.U) e dois formandos em psicologia: José Roque Klatter da Silva, da University of Pfoenix – Arizona- EUA e Francine Klatter Braga, da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), no que diz respeito aos aspectos psicológicos do protagonista, Benjamim, o judeu diagnosticado irresponsavelmente como esquizofrênico, um homem em crise consigo mesmo que busca obstinadamente pelo assassino da jovem que amou e que tem a falsa crença de um portal dentro de espelhos. Discutimos também sobre a possibilidade de se analisar a personalidade do autor por sua obra, como fez Freud com Dostoièviski, sendo a epilepsia do autor uma característica de vários personagens de suas obras. Como o parricídio na obra, Os Irmãos Karamázov, onde o epilético Smerdiakov assassina o pai, Freud diz que Dostoièvsiki desejava a morte do pai violento, assim, seria ele mesmo cometendo o crime. Outro exemplo são os pintores Cézanne e Van Gogh com suas personalidades expressas em suas obras, representando o estado de espírito de ambos.

Através do protagonista que se demonstra a possibilidade do ser humano vir a desenvolver algum tipo de transtorno mental ao longo de sua existência, causada por alguma experiência traumá¬tica. E essa experiência ter sido causada por fatores internos ou externos ao agente, como no caso dele ao cometer um grave erro e este ter sido impulsionado a partir do momento que ele foi atingido indiretamente pela Guerra, por ser judeu e pelo convívio com o pai neurótico. Os transtornos mentais além de outras áreas conhecidas envolve a filosofia, não menos importante do que as outras. “Quan¬to às Doenças da Mente, a Filosofia lhes ofereceu Remédios; sendo, nesse aspecto, justamente considerada a Medicina da Mente.” Epi¬curo. Citação retirada do livro: Mais Platão Menos Prozac, do autor Lou Marinoff. Finalizando, através dessa leitura densa convido-os a sentir na pele de Benjamim, a alienação do homem causada pelo próprio homem a que todos estamos sujeitos. Quanto ao espelho, onde Benjamim acredita ter um portal, recuperei fantasias de infân¬cia, da crença na magia de um universo paralelo. No entanto acre¬dito que de certa forma o espelho representa o nosso aprisionamen¬to diante da realidade. Posso ver-me interiormente à medida que questiono meus atos, há uma relação intrínseca entre ele e meus olhos delirantes, o espelho pode denunciar meu narcisismo, minha consciência e quem sabe, retificar minhas falhas. E na personagem Sara, a psiquiatra, demonstra-se a importância da moral e da ética, entre outros valores que se perdem aos poucos, diante dos acon¬tecimentos cotidianos que, por ser repetitivos se tornam banais. A discriminação interna e externa em relação aos doentes mentais em forma de humilhação, violência física, a desídia e a negligencia da¬queles que tem por obrigação cuidar. O livro proporciona ao leitor reflexões acerca de nossa existência como sendo seres vulneráveis a mudanças em algum determinado momento de nossa vida. De certa forma é um convite a inserção social daqueles que de algum modo se encontram excluídos. O cenário do livro é sombrio, logo Èugene Delacroix, que expressava seus sentimentos por meio da cor, usaria cores sombrias como o preto e o marrom, porque não há a expressão da felicidade em nenhum dos personagens. Todos são carregados de alguma espécie de lirismo nostálgico, com exceção do psiquiatra que é comparado a “Aristarco”. Convido-os a adentra¬rem nesse misterioso portal que é a mente humana.


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2 comentários:

  1. A autora é incrível! Trás em palavras muito bem administradas uma excelente historia, digna de ser lida e ecoada. Doutora, parabéns pelo primoroso trabalho!!!

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  2. o que poderia se dizer sobre este livro seria que, só pelo fato dele abordar temas tão marginalizados merece total apoio e
    respeito.
    O tema do abandono, seja ele do abandono do idoso, do doente com transtorno mental, ou do próprio ser humano; nos fazem pensar e reavaliar sobre tantos outros e tão importantes temas como a alienação do homem, a fragilidade da vida humana,
    a perda dos valores éticos e morais.
    O livro Violinos Vermelhos nos instiga a refletir sobre todas estas questões e nos coloca em contato com histórias de pessoas
    cujo sofrimento é muito grande; e cujo sofrimento não se trata de ficção, mas de uma realidade gritante e assustadora que
    nos recusamos a enxergar.
    Por isso sugiro aproveitarmos esta oportunidade e aprendermos ainda mais com aquilo que nos é oferecido através deste livro.Gostei amiga,um grande abraço.

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