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Conversas Literárias



Por Iracy de Souza.

Como Francisco José Bittencourt Araújo: “Ninguém professa os ideais de amor, beleza, esperança e fraternidade mais que os poetas.”

Conversas Literárias foi buscar uma homenagem ao escritor brasileiro Jorge Amado, produzida pelo Jornal Cultura – Jornal Angolano de Artes e Letras. Essa homenagem leva a assinatura do poeta brasileiro Salgado Maranhão, vale a pena ler.

Uma das obras poéticas que vamos conhecer é do poeta maranhense Luiz Augusto Cassas.

O poeta que soube refazer, à sua maneira, a visita aos subterrâneos de seu interior para expandir as possibilidades de sua poesia. Ivan Junqueira acrescenta que sua linguagem se apurou e depurou de forma extraordinária, reduzindo-se ao osso da expressão verbal, ao longo de seus anos de escrita.



Psiquê Revisitada

A mulher ideal
caminha entre nuvens
passeia entre pombos
e não se chama aurora.

Antenas parabólicas do desejo
captam-na no shopping da alma
disfarçada nos reflexos das vitrines
escadas rolantes do céu.


Meia metade divina
separada de antes da queda,
fada netuniana escondida na bruma
da 5ª constelação astral.

Mulher maravilha
brilhando em todas latitudes
tem corpo de cinderela
voz de Barbara streisand.

Quando emite o sinal felino
todos os meus pelos se eriçam
e como cão vagabundo
lambo os reflexos da lua.

Quando a vejo cintilante
vestida de Dior
meu coração em dor
aí!se despe!

Luiz Augusto Cassa



Da iluminação

O último pensamento a sair
Acenda a luz

Luiz Augusto Cassa (do livro Retrato da aurora)



A outra, é a poesia do estudante de História e amante das letras Marcio Nicolau, em seus primeiros movimentos que tenho a satisfação de divulgar:



Fluxo

um acidente vascular impede o trânsito que escoa após a remoção de veículos que colidiram ao cruzar o sinal vermelho em artérias alteradas pela hipertensão social alimentada por organismos internacionais que sangue sugam a carne vermelha abatida sob olhos vigilantes do peso líquido contido no sangue correndo vivo em corredores estreitos onde vítimas abatidas a sangue frio são veladas epidemias que se abatem sobre a gente esgotada fonte de energia jorrando até a última gota que escoa após a remoção de corpos luminosos

Marcio Nicolau
marcioanicolau@gamil.com

Aluno do curso de História da UNIRIO, modalidade EAD/
servidor administrativo/ UFF

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Crédito da image:
"O POETA É UM FINGIDOR...", por JORGE MANUEL PALHA

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