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Eu, eles, ao sabor do vento


Crônica de Giovana Damaceno.

O barquinho é amerelinho, ele é bem pequenininho, mal deve caber meu corpinho.

Fica bem ali, bico virado para o mar, balança de um lado para outro, com um quê rebolativo. Dá uma rebolada para a direita, uma rebolada para a esquerda, outra para a frente e outra para trás.

O que há em cima dele? Uma cabine? Como uma cabine, se não cabe ninguém? Talvez a casinha do cachorro do barqueiro. São tantas duplas por estas bandas...

Ao lado do barquinho, há outro igual, azul marinho.

Qual não é minha surpresa ao constatar que um e outro não são barquinhos, são veleiros, iguais, diferentes só na cor.

Dois veleiros pequenininhos, virados de bico para o mar, rebolando bem juntinhos, do jeito que o vento quer.

Foto: arquivo pessoal da autora

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