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Fugaz





Poema de Marcelo Sousa.

Não foram necessárias as palavras.
Havia suor e outros fluidos já compartilhados.
Era como o Pancrácio nos tempos da Roma Antiga.
Uns momentos lembravam amor, outros eram a mais feia briga.
A gente se arranha no ego do outro, e se subjulga por vontade.
Na cama uma floresta de espinhos. Em nosso caminho só tempestade.
Borboletas no estômago voam assustadas.
No cérebro, casulos vazios e mais nada.
Onde será que essa língua vai parar?
Nossos mil dedos, pra onde irão? Onde será?
Alguns encaixes são forçados, e por isso mais gostosos.
O corpo relaxa, o espírito indomado quer o prazer voraz.
Preferimos caules espinhosos e descartamos as rosas.
Deflorei-a, despetalei a linda flor.
A dor não pede. Ela manda!
Seu sorriso de menina malvada.
Sua calma ofegante, sua perdição controlada.
Fitando com o canto o olho, ela ordena fugaz:
Vem, com força, eu quero por trás!

Um comentário:

  1. Poema forte e impactante. Tem um ritmo interessante.
    Abraço a todos do Benfazeja!!

    Tiago S. Correa
    www.raiosca.blogspot.com

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