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Ano cansado



Crônica de Giovana Damaceno.

Na pressa de terminar logo as atividades por medo de não dar tempo antes da desejada e ao mesmo tempo temida segunda quinzena de dezembro, ouvi de um colega de trabalho: “Também já chega de 2012, né? Tá velho, tá na hora de trocar por 2013.”. É, chega mesmo, cansou.

Nesta hora de finalizar, a maioria olha só para a frente, claro, pensa nas festas, nos presentes, onde vai passar o Réveillon, a roupa branca, arrumar as malas. Não gosto de Natal, mas faço parte desta turma. O que nunca parei pra pensar é que o ano cansa.

Não se trata de fazer balanço do que foi realizado ou não, mas avalio o rastro e constato que fiz coisa pra caramba, planejadas ou não, almejadas ou não, boas ou não. Corpo e mente estão exaustos de trabalho, de preocupações com o dia a dia de filho e marido, das relações familiares delicadas, dos entraves vários da rotina, de idas em médicos, exames feitos, tarefas domésticas e muitas etecéteras.

Para encerrar o ano, dezenas de outras obrigações e compromissos aparecem para juntar-se aos que já lotam a agenda e então, aff, é verdade, 2012 cansou. Não se vê a hora de fechar tudo, entregar o que está pendente para, enfim, curtir as festas.

Doce ilusão.

O trabalho e as atividades pessoais continuam as mesmas, com exceção do filho de férias. A vida segue, não pode parar, e no dia 31 de dezembro o que ocorre é a simples virada do calendário de forma festiva. Faço planos? Sim. Espero algo? Claro. Quero fazer diferente? Sem dúvida. Mas não me iludo. A rotina não muda; o que faço hoje continuarei fazendo do mesmo jeito. Mais animada em janeiro, mais lesada em dezembro. Pé no chão.


Imagem: Morguefile

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