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Valentes



Crônica de Leila Krüger.

Meu carinho aos que amaram demais, em um mundo em que se ama de menos e por pouco tempo. Minha admiração aos que desafiaram as regras de uma família, de um grupo, de uma época, de seu próprio coração – quando ele ainda tinha regras. Minha consternação aos que foram quem eram, ainda que tivesse lhes custado quase tudo. E quase sempre custa... Minha lembrança aos que tentaram o impossível, aos que fizeram da palavra amor uma viagem suicida em busca da felicidade distante. Minha rosa branca aos que, por não saberem amar de menos, amaram demais. E sempre, e cada vez mais, na escuridão dos dias previsíveis. Meu desejo de paz, aos que amaram as pessoas erradas na hora errada e do jeito errado – e amaram... Só os valentes erram o bastante para amar de verdade. Só os que amam de verdade não entendem o mundo, porque o transcendem... e o inventam.


(Do livro A Queda da Bastilha, editora Confraria do Vento, 2012. Disponível na Saraiva: www.saraiva.com.br, na Cultura: www.livrariacultura.com.br e na Travessa: www.livrariatravessa.com.br)

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Créditos da imagem: Olhares.pt
O meu coração, por Luis Teixeira

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