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de Marcelo Sousa


NIGREDO

E resta
sempre deste meu negrume
uma fresta, por onde o lume
dos meus olhos escapa.

E a réstia
de luz que chega a esta porta
(coágulo de vida engasgado na aorta)
em vão descobre o que o poema tapa.



THE ASHES OF ROBERT FROST

Purple silverlinnings.
Golden leaves at dawn.
Blue sparkles of light.
Grey eyes beholding.
Dark thoughts unfolding.
The sun is a rusted dime.
Birds of fire hide on heavy clouds.
The thunder roars a lulabby.
Times are changing.
But not passing by.

What rest is fire.
Under the skin, no pain.
Pain, poetry, no more.
No memory of yore.
No shinning secrets.
Nothing to keep warm or cold.
At the bottom of a rainy night.
On the top of a sunny day.
The poet is gone.
Gold is just a mere stone.



GUMES

Mire, veja: 
como faca na carne 
assim a saudade beija.




*

Créditos da imagem: Olhares.com
Olhares na sombra..., por Natália Brandao

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