I Concurso Literário Benfazeja
em torno do que amamos: livros e literatura

Rosto vazio na multidão



Crônica de Huandra Sucupira

Eu sou mais um rosto vazio na multidão, dando seus passos cotidianos indiferentes em relação ao seu redor. Meus sentimentos transparecem em meu semblante. O que há de errado comigo? Meu sorriso, minha ferocidade foram consumidas pelas emoções confusas e desordeiras.

O motivo pelo qual sofro dia após dia só meu subconsciente conhece, e não deixa escapar essa informação pelas brechas da mente. Não se deixa entregar pelos fluxos do pensamento profundo, para não acarretar consequências desastrosas ao que chamam de sanidade.

Um suspiro de dor. Mas porque sofro? O não saber me corrói de dentro pra fora, deteriorando minha imagem, tornando-a desprazerosa de admirar. Quem admiraria uma pessoa que tem a aparência de uma alma vazia consumida pela infelicidade.

Mas não sou infeliz a todo tempo. Sim, eu sei sorrir ainda. Ainda desfruto de momentos gratificantes.

Assim como todos, sofro pela solidão. Sofro ainda mais por andar sozinha pelas ruas lotadas, e ser um desses rostos vazios e sem expressão. Como, me diga, como posso mudar essa situação? Parar de jorrar lágrimas todos os dias, por motivos que não tenho conhecimento. Voltar a ter um sorriso, ter confiança em mim mesma, ser feliz a todo tempo.

Huandra Sucupira
nascida na cidade do Rio de Janeiro, estudante em Niterói.


facebook | @dasm0nster


Créditos da imagem: Olhares.com
triste, por Mario Fernandes

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