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Poesia de Leila Krüger


O céu era grisalho como os cabelos de um velho cansado. As árvores eram secas, retorcidas, com galhos como mãos esquálidas querendo agarrar as nuvens. As nuvens eram escuras, densas, espraiadas pelo mundo. O vento suspirava, as árvores dançavam tristes e lânguidas, era como se tudo estivesse indo embora...

E eu, eu era uma folha no vento que já quase não tinha fôlego para fazer viver. Eu era uma pequena folha verde ensombrecida, esperançosa sonhando com coisas em que as pessoas não acreditam. Esperançosa tateando estrelas com os olhos, alcançando estrelas com a solidão.

Hoje, não.

Hoje o dia não teve sol...

Mas eu sorri.

*

2 comentários:

  1. mtso8sar@gmail.com15 de outubro de 2013 00:32

    Gostei demais do teu poema,é límpido,numa tarde nublada,fala o encanto das coisas,em tudo,até na confissão de uma sorriso.Bacana,gostei.

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  2. Obrigada! Uma tarde cinza tem suas encantadoras nostalgias.

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