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O Necrófilo



Poema de Sel!


A massa nutre meu desejo oculto
De lograr nas entranhas, antes viva
O sabor da Morte, esta musa altiva
Que em outros olhos dissemina o luto

Essa bela face – hipnotizada
Que com grandes órbitas me enlouquece
Faz-me relembrar d’ainda única amada
A quem minh’alma destina essa prece

Coito, vertigem, um vigor sublime!
Donde surge a canção que me redime
É estro que se esvai... E enfim eu: finado

Tal essa carcaça nua ao meu lado
Templo lúgubre, tábua de suplícios
Melíflua! É algoz, vício de meus vícios


*

Crédito da imagem: olhares.com
..., por Marcelo Cunha

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