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A Ciranda



Poema de Sel



Tens o beiço vermelho. Belo beiço!
Ao trazê-lo a mim, tão perto, eu gaguejo
E a beiçar, com gosto, outra boca; isso:
Na minha fica o gosto de desejo

Quando tu rodas, assim, sempre alegre
Que alegria! Esqueço, enfim, o remorso
Amor!, quero-te tanto que me feres
E a ferir-me, ao querer-me, eu já não posso

Nessa dança (flor ardendo n'areia)
Brincar contigo sem nenhum receio
Mas se embora vais a carne esperneia

Anseia jazer somente em teu seio
Tua ausência, ó Amor, ai que martírio!
Que eu morra, pois, na seiva de teu lírio



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Créditos da imagem:
ciranda, por nerry costa

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