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Poema enviado por Meggie Monauar.


SOBRE SÃO PAULO.

E O PANDEMÔNIO CLIMÁTICO INSTAURADO EM 11 DE JUNHO DE 2012.

para além do sanatório geral do (in)consciente coletivo – ônibus, trólebus, metrô, trem, monotrilho, van, micro-ônibus.

A PÉ.

é preciso alinhar-se à insanidade do Céu.
é uma Iansã nervosa.
(ou vaidosa)
é o globo da Boate que explodiu no pós-Parada.

tudo hoje:
na boa segunda-feira.

Zera a REZA e começa TUDO DE NOVO.
porque hoje é de dia de enfiar o pé na água.
só n´água. Nem pensar em Sambar na lama de sapato branco. HOJE É SEGUNDA.

e então você se lembra de apenas algumas horas atrás, quando acordou e tremeu porque viu o sol que entrava pela sua janela de apartamento no CENTRO DA CIDADE.

Agora:
- está preso do lado de cá da calçada porque os raios caem e o rio sobre o asfalto não deixam você atravessar a rua.

Hoje é segunda e vocêestásãopaulo.
e não crê:
- no começo da tarde a chuva Estia. Recomeça. Para.
O ar esfria.
Esquenta.
Recomeça.
Para.

Iansã volta, ainda mais narcisa.
e você

teme.

Às 17h30, não acredita.
Oásis.
Dissimulado:

Rosa.
O Céu se mostra Guimarães, como se o dia tivesse passado sertão.


E PARA.

Úmido.
Claustrofóbico.

Agora o nevoeiro cobre o Elevado.
Como se fora Inverno rigoroso.
Então, Vuelvo al SUR.

E a isso se chamou: a Delicadeza do amor.





Meggie Monauar
Redatora e revisora, (tenta) vive (r) em São Paulo.
Usa a Palavra como lanterna.
Seu conto "Métrica" foi publicado em outubro de 2013 na segunda edição da Revista Diversifica, que divulga trabalhos artísticos e acadêmicos com temas voltados às questões de gênero e diversidade sexual.

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Créditos da imagem:
Vida molhada, por Ernesto Rodrigues

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