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Polichinelos



Era uma manhã fria e ensolarada em Berkeley. Chovera a noite toda e as poças d’água refletiam a luz do sol e o céu azul com nuvens.

Estava sentada em meio ao campus da Universidade e olhava para tudo e todos com os olhos infantis de curiosidade.

Então, de repente, um homem começou a fazer ‘polichinelos’. Sozinho, no meio do campus, sem dizer nada. Parou e começou a pular sem parar mais.

As pessoas começaram a parar e olhar para aquilo, aos risos. Outros sacaram instantaneamente as máquinas fotográficas para eternizar a paisagem inusitada.

E então, sem ninguém dizer nada, algumas pessoas começaram a pular polichinelos também. Primeiro um, depois mais dois, três, cinco, e de repente eram mais de cinquenta pessoas pulando, uns frente aos outros, sorrindo e fazendo o tais polichinelos, para espanto e curiosidade dos passantes.

Cinco minutos depois, mais ou menos, o homem que começou o movimento deu um grito e fez com que todos parassem. Imediatamente as pessoas, ainda mudas, pararam e dispersaram, como se nada houvesse existido.

Fiquei eu, sorrindo, estupidamente, meio pasma-meio idiota, em meu banco do campus, sem entender coisa nenhuma, tendo ao menos a certeza de que eles, efetivamente, pularam polichinelos.

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