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Fases e amor



Temos fases, como a lua. Concorda?

Claro, se a lua, as marés, o clima e as estações mudam, por que não mudaríamos nós? Tudo na Terra muda, e o coração é o berço das infinitas possibilidades.

Mudamos a nós mesmos e aos outros também. Pois nada se cria, tudo se transforma como disse Lavoisier, e a gente faz parte dessa natureza cambiante. Às vezes a mudança é definitiva - sim, as mudanças pra sempre existem" -, às vezes são ciclos que vão e vêm, são partes de nós que se vão e voltam ou não.

Mas o mais importante aqui é: não importa quando, não deixemos de nos ser. E, mais importante ainda, tentemos sempre ser o melhor que podemos ser - e não o que os outros são (ah, esse erro tão banal e quase inevitável).

Não deixemos também, em nenhuma parte disso que a gente chama de vida, que a gente respira, de amar quem é importante para nós. Mas quem realmente é importante? Descubramos e façamos essas pessoas saberem disso. As fases passam rápido, nossos "eus" galopam ferozes no ritmo do Tempo, e “de repente já são seis horas”, como disse o Quintana, e de repente, não mais que de repente como sempre a gente se dá conta de que não amamos e não vivemos, e as fases se foram nos levando o que éramos ou poderíamos ser.

E pra terminar...

Bom, conselhos não costumam adiantar muito, "se conselho fosse bom não se dava, se vendia", tudo bem, mas fica uma dica que eu gostaria que a gente seguisse: voltar sempre, depois de tudo sempre voltar. Voltar a quem somos, a nossa própria essência única, ao nosso próprio coração, à nossa alma. Não importa o quanto tenhamos sido ou sejamos ainda desfigurados pela vida ou pelas pessoas ou por qualquer coisa. A alma estará lá esperando para voltar. A alma é um pássaro que nunca morre e sempre voa.

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Créditos da imagem:
Outono, por joaomanuel

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