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Antes que seja tarde...

Todo mundo conhece aquela expressão: “Só dá valor quando perde”. Na maioria dos casos é assim mesmo. Coisa de humano, demasiado humano – como diria aquele bigodudo esperto, meio mal-humorado, o Nietzsche.





Não saber o que – ou o quanto – possui até que vá embora. Muito triste. Um amor, um amigo, familiares, um trabalho, a saúde, a simplicidade das cores do dia a dia. A simplicidade da felicidade. Do sentimento. Da paz.

Perder. Pode ser para sempre. Ou por um tempo. Às vezes não dá para saber. Mas chega um momento em que não há mais retorno.

A correria urbana vai nos engolindo como um monstro de coração de gelo, compromissos inadiáveis, nossos problemas que são sempre maiores que os dos outros – afinal são nossos –, comodismo, egoísmo, esquecer o regador dos relacionamentos enferrujando à janela, prioridades erradas – pessoas e coisas, é muito fácil não dar o devido valor ao que mais tem valor na nossa vida.

Conversar. Dizer o que sente. Ouvir o que o outro tem a revelar, dedicar a ele seu escasso tempo, pequenas gentilezas, abraços, afagos, mimos, risadas, sair da rotina, gostar da rotina. E também dar valor às oportunidades, ir à luta, fazer o máximo, ter fé. Dar valor a si mesmo – premissa básica.    
Dar valor às pessoas, às coisas certas. Descobrir quais são antes que seja tarde demais.
Chega um momento em que não tem mais retorno.

Gratidão. Sabedoria. Maturidade. Força de vontade. Amar – além das palavras, muito além das imperfeições.

Dar valor. Um dia de cada vez. Atitude. Esforço. Coragem. Afeto. Afago. Coração aberto. Nada mais doloroso que o remorso de ter perdido por não ter cuidado.

Talvez ainda haja tempo...  


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Créditos da imagem: We Heart It

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