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O Mundo de verdade



Eu vivo num mundo de verdade
Onde os pais não vêem seus filhos crescerem
Onde os filhos não percebem que os pais envelhecem
Enquanto a morte estampa o reconhecimento

Estou dentro de um mundo de verdades
onde se é ajuizado crer em supremacias de diversas estâncias,
mas acreditar em si mesmo custa à liberdade e traz loucura.•.
Onde a posse dorme no sonho
Onde o sonho é transistorizado e desligado ao amanhecer
Onde viver é a coisa menos importante.

Vivo num mundo onde os semelhantes não se enxergam
Onde a diferença tende a ser mascarada para ser vista
Onde o cruel é uma definição para se autobiografar
Onde pedaços de papel dirigem e coagem identidades
vivo num mundo em que nada, quase nada é de verdade.

Em órbita delirante de teoremas
minha solução habita o caos, no pensar insano da imensidão.
Esperando a continuação de meus acertos e falhas nascer no próximo inverno
Esperando esperança decente, descendente e congênita.
Vivo acomodado no suor do que tampouco me foi passado,
Até que o mundo desabe e se torne um pedaço de pizza, com gosto de ‘mentira’;
Sob a luz dos céus eu vivo
Sobre meu destino: permaneço esmagado.



Alam Arezi
nasceu em 87. É graduado em História e especialista em Sociologia e Filosofia. Em sua atuação poética e humana tem fraco apreço à metafísica das coisas.

Já premiado em alguns concursos nacionais e internacionais de poesia, é tido como um pensador notório e invisível, disléxico e brilhante; que gosta de brincar com as palavras e com os sentidos das frases e humores.
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Créditos da imagem: (pode deixar que eu preencho isso)
xxx, por yyy

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